Tag Archives: costureira

Eu, grávida!

2 jan

Salve Maria!

Algumas fotos minhas neste momento tão especial. Estou com 7 meses e muito ansiosa pela chegada da minha filha. Para que esta fase não passe sem que vocês vejam a minha barriguinha! 

Este vestido foi comprado numa loja de departamento. Até mandei fazer alguns vestidos durante a gravidez, mas não tive ainda oportunidade de tirar fotos. Um deles já não me cabe mais! O vestido da foto não é modesto, pois é de alças. Eu geralmente não compro peças para fazer muitas adaptações, mas como neste período da gravidez nós perdemos roupas muito rápido, precisei fazer escolhas semelhantes. Comprei o casaqueto especialmente para combinar com o vestido e servir-lhe de complemento.

Gostei muito da estampa: alegre! Fica muito bem em senhoras grávidas. Também não é uma estampa exagerada, nem muito grande, nem de cores chamativas. Há muitos modelos de vestido semelhantes a este nas lojas, porém quase sempre havia um detalhe que não me agradava, que deixava a peça um pouco largada, com estética hippie. 

O vestido é feito de cambraia de algodão, que geralmente é fina (um pouco transparente quando bate o sol), por isso estou usando anágua. É um tecido maleável, como podem ver pelo balanço. Eu não tenho o costume de usar saias e vestidos longos – até os pés -, mas durante a gravidez acho que me caiu bem, apesar da minha altura.

Uma foto para vocês verem o casaqueto em detalhes: também foi um achado de loja e já penso em mandar fazer na costureira um modelo igual, usando outras cores.

***

Notícias da Costureira:

Aproveito para dar-lhes a notícia da minha troca de costureira. O vestido ficou pronto semana passada, com apenas (!) um dia de atraso. Porém, como ela havia feito mais longo do que eu pedi, vou buscá-lo esta semana devidamente corrigido. Não há o que dizer: o vestido ficou perfeito. Pareço despretensiosa dando assim este veredito, mas a verdade é que este é um momento que esperei por muito tempo. Não haver o que reclamar do serviço; ter uma peça encomendada que parece saída de loja ou até melhor… Estou muito feliz! Agora já posso tirar do papel (ou da minha lista dos sonhos) alguns modelos que não poderiam sair, salvo se realmente encontrasse uma boa profissional. Como vocês sabem, o serviço saiu um pouco caro, mas valeu a pena. Obrigada pelas orações e em breve mostrarei a vocês o resultado!

Fiquem com Deus!

Troquei de costureira!

22 dez

Salve Maria!

Hoje vou dividir com vocês mais uma etapa no meu caminho pela modéstia: o momento em que eu, mais uma vez, troco de costureira.

Não é nada fácil: a minha antiga ficava bem perto de casa e era barata – o que, no fundo, me saiu caro nas últimas tentativas com ela. De qualquer forma, era muito cômodo tê-la, e foi por comodidade mesmo que eu continuei com ela por um tempo, mesmo sabendo que ela não era tão boa assim.

É claro que eu acabei adiando pelo fato de que ter que mudar de profissional me desanima um pouco… parece que estou fracassando nas minhas escolhas, cada vez que eu tento  me vestir com beleza e elegância e volto para casa com uma saia mal-feita,  um vestido que não encaixa no meu corpo. Perco o dinheiro do tecido, o tempo e a expectativa, e ainda tenho de pagar pelo serviço! Um caminho bem mais duro do que experimentar uma peça do provador e levá-la para casa, sem dúvida.

Mas se estou dividindo isto com todas vocês, com certeza não é para desencorajá-las – muito pelo contrário. É para que vejam as dificuldades do caminho e saibam lidar com elas com naturalidade e perseverança, e não simplesmente desistam, muitas vezes sentindo pena de si mesmas, ou resmungando de má vontade. Se estou fazendo todo este esforço por mim mesma… bem, não deve valer a pena passar por tantos contra-tempos apenas por gosto; mas se tenho plena consciência de que não faço por mim, mas para agradar a Deus, para imitar Nossa Senhora e viver plenamente a modéstia cristã, então sei que os erros não irão cessar a minha caminhada. 

A bem da verdade, estes problemas não são o fim do mundo. Eles podem até dar um sentido maior à nossa vida: como quando aprendemos a cozinhar, ao invés de só esperar que a comida chegue magicamente no nosso prato. No início, vamos nos atrapalhar bastante até transformarmos aquela carne crua num delicioso bife – e mesmo quando já soubermos providenciar tantos pratos quanto a nossa mãe, um dia ou outro o jantar ainda sairá ruim, a receita dará errado e aquela marca de confiança irá nos trair. Por que, então, ser tão intransigente  na encomenda de nossas roupas modestas? Conheço senhoras que, sim, acharam a costureira perfeita… e não escaparam de vez ou outra ter algum inconveniente de natureza qualquer. 

A minha “antiga” costureira não é a primeira. A anterior era pior! Mas também era a minha situação financeira na época, por isso acabei usando-a por um bom tempo… desta vez, foi um vestido terrivelmente mal-feito e uma saia (que minha irmã encomendou) sem forma que me fizeram desistir de continuar usando seus serviços. É muito chato ter que passar por isso, eu não nego: tive de dizer a ela da minha insatisfação, e embora os defeitos da peça estivessem grosseiramente à mostra, ouvi a réplica de que o “corte” estava perfeito. O tecido é que “era assim mesmo”. Dai-me paciência! Mas com estes tipos de serviços (costureiras, mecânicos, pintores) é mesmo impossível discutir: o profissional nunca acha que cometeu erro nenhum, e o melhor é resolver a situação como der, e partir para outra. O vestido defeituoso está recebendo alguns reparos – mas eu não tenho qualquer esperança nele (com muita sorte vou usá-lo em casa).

Restava-me, portanto, recomeçar. Por onde? O melhor seria ter alguma conhecida que pudesse me indicar alguém, pois talvez assim perdesse menos tempo – mas não havia. Minha irmã tinha visto no primeiro andar de um pequeno shopping uma costureira que fazia roupas “sob medida”; eu busquei na  internet alguns números (a maioria deu em nada); até que me decidi por um ateliê num bairro relativamente nobre da minha cidade. Eu, que estava pagando 25,00 na mão de obra de um vestido comum, imaginava que agora teria de pagar o dobro ou um pouco mais pelo mesmo serviço. Mas fui convencida de que, se tivesse uma peça bem-feita, valeria a pena. Há muito tempo eu não vestia uma peça encomendada que estivesse irrepreensível, e tão logo eu resolvesse a questão, veria como no fundo seria econômico.

Pois bem. Ao chegar no tal ateliê, a costureira ficou realmente surpresa de que eu estivesse ali para encomendar um vestido sem ter qualquer ocasião especial para ir. Talvez seja a realidade atual: por que alguém encomendaria todas as roupas do dia-a-dia? De qualquer forma, a tabela de preços dela incluía vestidos que não eram para festas. O preço? R$ 130,00. Eu tive que sentar.

Não era para eu ter ficado tão chocada. Tenho amigas no interior de SP que fazem excelentes roupas modestas – o conjunto de vestido e blazer sai por 180,00. Eu é que não posso desembolsar tanto – mas sou obrigada a admitir que eles ficam perfeitos. Fazendo as contas, junto com o tecido, sai em torno de 250,00 – bastante salgado, sem dúvida, mas não muito diferente de comprar um vestido e um blazer numa loja de departamento (os vestidos em torno de 120,00 e o blazer, 110,00). Recentemente, comprei um vestido numa dessas lojas por 90,00 – mas ele não é modesto (vou usá-lo com um casaqueto) e é muito simples. Obviamente, meu sonho era sair das lojas com peças belas, modestas e custando menos de 50,00 – mas isto é muito difícil. Nunca aconteceu comigo, pelo menos.

Na verdade, ainda que eu usasse o uniforme miserabilista do mundo moderno (calça e blusa), ia ter de pagar pelo menos 120,00 pelo conjunto – e muitas pagam muito mais. A questão financeira  inclui várias coisas. Posso passar o ano inteiro com uma calça surrada (foi o que eu fiz no passado), ou posso também admitir que mesmo que não tivesse qualquer restrição com a moda indecente e mundana das lojas, eu teria de pagar alguma coisa para me vestir. E este valor não é rigorosamente distante do que eu estou pagando agora, com muito esforço, para estar modesta. Quem quiser usar uma calça que dure mais terá de desembolsar pelo menos 150,00: e quantas não o fazem? Muitas de vocês talvez não possam pagar por isso numa única peça, mas também não conseguirão sempre pagar 1/3 do valor para se vestirem. O maior problema é que, mudando todo um guarda-roupa que não é adequado à modéstia, a economia de cada peça é importante. Foi pensando nisso que eu resolvi, no início, não buscar tanto uma costureira melhor… e hoje me arrependo disto, pois não compensou realmente. Foram muitos, muitos problemas: tenho que admitir que me vesti mal, e cometi outros equívocos. Com certeza, aproveitando as dicas do blog vocês poderão ter um começo mais suave e financeiramente viável.

Mas… voltemos ao preço da costureira: R$ 130,00. Muitas de vocês que estão lendo não poderiam esquecê-lo, não é mesmo? Pois é… conversei com a profissional e disse que estava muito alto, e que se ela estava se dispondo a cobrar isto por um modelo básico, deveria fazer um trabalho sem defeitos (era o que eu queria). Ela chegou a perguntar se eu era do interior (risos), pois o preço era assim mesmo, e não duvido de que ela tenha razão, pois todas as pessoas que conheço pagavam mais do que eu para encomendar roupas. No final da minha negociação com ela – eu expus muitas coisas, como o fato de que eu gostaria de costurar todo mês – consegui com que ela baixasse muito o valor, e me cobrasse R$ 80,00 pela mão de obra, mas que ainda assim eu esperava um vestido muito bom, para que ela passasse no “teste”. E de fato, é isso mesmo. Considerando que o tecido custou 25,00, o vestido modesto não sairá uma exorbitância. Quase o mesmo preço do vestido que paguei na loja de departamento.

Poderia agora dizer a vocês o fim da história: e então? O vestido saiu perfeito? Valeu a pena trocar de costureira?

Este resultado só poderei dar na semana que vem (se ela cumprir o prazo). Pensei em só escrever sobre esta troca quando já tivesse o resultado em mãos, pois se esta costureira também me decepcionar, será muito frustrante voltar aqui e ter de dizer a vocês que perdi mais uma batalha. Mas… por que não? Se for da vontade de Deus que eu passe por isso novamente, que assim seja para a maior glória de Nossa Senhora, que tanto quer a luta contra a moda imodesta. Para cada batalha travada nesta busca, devo acreditar que Nossa Senhora intervém diretamente em meu favor, mesmo quando tudo parece dar errado. Ela quer que eu triunfe, sem dúvida: poderia eu contrariar Sua maternal vontade? Recuar quando Ela deseja que eu avance? Reclamar das dificuldades, quando eu sei perfeitamente que Ela está no Céu esperando que eu erga os olhos e lhe agradeça mais uma vez por me dar forças para superar estes problemas – problemas estes que Ela bem poderia ter tirado do meu caminho (pois Ela tudo pode, sendo a Mãe de Deus), mas que escolheu não fazê-lo? E que mãe escolhe o pior para o seu filho? Por tudo isso, virei dizer a vocês o desfecho, seja ele alegre ou triste, em alguns dias.

Mas não deixo de contar com as orações de vocês para que tudo dê certo! Estou ansiosa e confiante, vejamos a resposta da Providência!

Ave Mater Modestissima, ora pro nobis!

Realizando sonhos: Se você mandou fazer na costureira, envie para o blog!

16 set

Salve Maria!

Quem acompanha o blog, certamente tem uma pastinha no computador, com todos os modelos de vestidos, saias e blusas que gostaria de mandar fazer na costureira. Este é o nosso maior esforço: para que todas possam se vestir com modéstia, e exatamente do jeito que querem, já que não é possível encontrar roupas modestas nas lojas com facilidade… afinal, mesmo quando encontramos uma saia “modesta” nas lojas, isto não significa que ela é bonita do jeito que nós queremos, nem tão elegante ou confortável. Por isso, ter uma costureira é fundamental para a nossa mudança: ajuda a auto-estima, a perseverança e nos dá maturidade para escolhermos com responsabilidade aquilo que vamos vestir. Inspirando-se neste ideal, o Teus Vestidos já fez a Semana Especial Indo na costureira – com muitos posts para ajudá-la neste caminho difícil e gratificante – e também a Lista dos Sonhos, para divulgar nossas pastinhas no Orkut.

 Agora, por que não mostrar os sonhos que algumas moças e senhoras já tornaram realidade? Muitas já mandaram fazer suas roupas modestas, copiando modelos aqui do blog, ou de tantos outros sites – como o Maria Rosa - ou ainda de pesquisas que elas mesmas fizeram. Tenho visto o resultado de algumas, e é impressionante! Cada uma de nós certamente irá vibrar com cada conquista dessas, e para a maior glória de Nossa Senhora, são muitas! Não se engane, cara leitora, se lhe falta ou um pouco de coragem para correr atrás do ideal mariano de modéstia, ou se a procura pela costureira está difícil [às vezes é assim mesmo!]: não é impossível conquistar estes sonhos, e mais cedo ou mais tarde, encontra-se uma profissional para fazer os modelos saírem do papel. Que o “Realizando sonhos” – nome que a amiga e leitora Débora Cristina sugeriu com tanto acerto –  seja mais um incentivo para tantas de nós que querem fazer o mesmo!

Se você mandou fazer sua roupa modesta na costureira, mande um um e-mail para chamasdolar@hotmail.com com o assunto [subject] “Realizando sonhos”, juntamente com uma foto ou mais da sua roupa pronta, além de uma foto do modelo que te inspirou. Não se esqueça de responder as perguntas no fim do post!

Requisitos da sua roupa modesta para participar do “Realizando sonhos” aqui no Blog:

1- Que as saias e vestidos sejam abaixo dos joelhos.

2 – Que as blusas ou vestidos tenham mangas.

3 – Que as blusas ou vestidos não tenham decotes reveladores.

Responda essas perguntas no corpo do e-mail que nos enviar, para que possamos fazer um post interessante com as suas fotos:

1 – Você já tinha ido na costureira antes ou foi sua primeira peça?

2 – Foi difícil achar a costureira e mandar fazer a roupa modesta?

3 – O que achou mais difícil na realização do seu sonho?

4 – O que você achou do resultado final da sua roupa?

5 – Por que você acha importante se vestir com modéstia?

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Se possível, nos mande uma foto com você vestindo a roupa – e não apenas a peça. Quanto mais fotos puder nos mandar, melhor será para fazermos a seleção, além de mostrar mais detalhes do seu sonho! E, caso saiba, informe o tecido que usou, pois é algo que as leitoras perguntam muito

P.S.: Você não precisa montar um look completo para mandar a foto: se tiver feito só a saia, pode enviar imagens desta saia combinando com alguma coisa modesta que você já tenha, ou mesmo só mostrando a saia – o mesmo caso vale para as blusas.

Muito obrigada e Salve Maria Santíssima!

À procura da costureira

4 nov

Todas nós sabemos das enormes dificuldades para encontrar roupas modestas nas lojas, de modo que torna-se realmente impossível mudar o guarda-roupa sem encontrar uma boa costureira que entenda nossos gostos e realize bem os serviços. Como haveremos de usar vestidos se esta peça feminina por excelência se tornou o que já discutimos aqui? Infelizmente, é raro que as lojas ofereçam opções modestas e belas de serem usadas; ademais está tudo tão caro nas lojas que já não é possível contar com elas senão nas coisas mais básicas. Por isso, para uma mudança verdadeira nas vestes, é preciso igualmente achar uma boa costureira.

É tarefa árdua! À primeira vista, parece-nos que nem existem mais costureiras no mundo!  Como é difícil achar o que não estávamos à procura, logo vemos que as opções surgem. Procura-se nos centros da cidade: é quase certo encontrar uma placa anunciando reformas e costuras. Nos anúncios o mais comum é encontrar quem se disponha a fazer vestidos de noiva e formatura, mas isto não significa que a profissional não aceite outras encomendas… o melhor, sem dúvida, é procurar entre conhecidos, que costumam nos atestar os defeitos e as qualidades do serviço.

Uma vez que encontramos uma costureira, no entanto, podem surgir os problemas – o que costuma desanimar algumas moças.  Convém falar das espécies de inconvenientes para que a leitora – uma vez que se depare com uma destas situações – não desanime a ponto de desistir da busca. 

1 – Que perguntas fazer à costureira antes de se decidir por experimentar seus serviços? Há enorme vantagem, não negamos, quando podemos consultar  alguém que já fez qualquer peça de roupa com ela, pois dessa maneira dá para observar os detalhes. Nada impede, no entanto, que se peça para ver o que ela tem no seu ateliê ainda por entregar às clientes. Considero indispensável a costureira fazer o molde para a roupa, por isso, certifique-se de que ela tira moldes. Se ela desconversar, dizendo que não costuma mais tirar moldes “já que agora tem tudo na cabeça, etc”, não aconselho a fazer teus vestidos com ela. Sobretudo se fará blazers ou casacos, sem um bom molde a peça fica ruim. Digo por experiência própria: perdi muitos tecidos e peças porque não eram feitos com moldes, mas cortados no “olho” ou por cima de outra peça que eu levava como exemplo. Claro que você pode levar uma saia para que ela faça outra no mesmo modelo, mas ela deve tirar um molde do mesmo jeito. Converse desta exigência com a profissional.

2 – Há costureiras boas e ruins, honestas e desonestas. A conversa inicial deve ser sem compromissos, isto é, vá a seu ateliê para um conhecimento preliminar e não para já encomendar a roupa. Você poderá observar se o ambiente que ela trabalha é organizado, como é o diálogo com outras clientes que por ventura apareçam, entre outras coisas. Não há uma “fórmula pronta” da boa costureira: as realidades são muito distintas. Geralmente elas trabalham na própria casa, ou sozinhas, ou com  ajudantes ou sócias, mas há aquelas que abrem em pequenas lojas de comércio. O fato é que julgar apenas pela aparência de “profissionalismo” não é garantia de bom serviço. No entanto, se você não conhece pessoalmente a costureira ou ela não foi indicada por alguém de confiança, aconselho a ir atrás das mais profissionais mesmo – ou seja, as que montaram um ateliê razoável. Isto porque é mais fácil de lidar e fazer certas exigências.

3 – Há duas grandes dificuldades em se achar uma boa costureira para fazer tuas roupas: a primeira delas é, obviamente, a qualidade do serviço. Ninguém quer andar por aí com roupas desalinhadas ou tortas! Fazer roupas modestas, isto é, longas, pode ser uma dificuldade para algumas profissionais (pela falta de costume). Infelizmente, esse ponto só é definido depois que você faz uma roupa com ela, apesar dos esforços iniciais de “sondagem”. E a medida que você vai encomendando outras peças (mais elaboradas, por exemplo) sua própria exigência vai subindo um pouco. Por isso, o mais provável é que a tua primeira costureira não seja a sua eleita – daí a necessidade da paciência nessa busca. A segunda grande dificuldade é o fato de que – lamentavelmente – muitas profissionais não respeitam os próprios prazos que estabelecem, de maneira que atrasam as encomendas, marcam e desmarcam provas… na conversa inicial convém discutir este ponto, numa tentativa de que estes problemas não sejam comuns.

4 – Se você não tem qualquer experiência em encomendar roupas, escolha modelos simples nas primeiras vezes. Isto é útil para você montar um novo guarda-roupa e também para ir aprendendo sobre o tema. Mesmo que você não tenha pretensão de aprender a costurar ou nada do tipo, se vai encomendar teus vestidos precisa entender um pouco do assunto. Isto significa que deve ir aprendendo a comprar os tecidos e demais itens para as peças; os nomes dos modelos; ter uma compreensão básica da peça, isto é, olhar para ela e poder descrevê-la: que tipo de zíper leva, os cortes onde são, etc. As roupas que encomendar não podem ser para ti como o alfabeto grego! Escolhendo primeiro os modelos básicos, pode ir testando os serviços da costureira: se ela não for capaz de entregar uma saia básica bem-feita, muito menos poderá fazer com vestidos elaborados. Uma saia reta, uma blusa de manga até os cotovelos, um vestido sem muitos detalhes: eis opções convenientes para se começar. 

5 – O preço costuma variar muito, e preço alto não é sinônimo de profissionalismo, embora há de se desconfiar de quem cobre muito barato. Por aqui, o comum é que se cobre R$ 20  por uma blusa básica; R$ 30-40 por vestidos do dia-a-dia; R$ 20 por uma saia simples. Tudo depende do modelo: quanto mais detalhes e maior for a dificuldade da peça, mais caro é o valor da mão-de-obra. Ainda assim, acredito que mandar fazer, na maior parte das vezes, compensa financeiramente. Em primeiro lugar, já compensa pelo fato de que realmente se escolhe as roupas no padrão que se deseja (o que não é possível comprando apenas em lojas). Em segundo, mesmo comparando os modelos que vemos nas lojas, pode sair mais barato mandar fazer. Em  lojas de departamento o preço de algumas peças básicas costuma ser muito caro: vejo muitas blusas sendo vendidas por R$ 60 ou mesmo 80! Vestidos, então, nem se fala: passam tranquilamente de 120 a peça! Por isso, comprando o material e pagando a mão de obra, ainda assim é capaz do valor total sair mais em conta (falando apenas em números, e não em benefícios).

6 – Comprar você mesma os tecidos que deseja para a peça faz toda a diferença. Deixar isso por conta da costureira – mesmo que ela apresente a nota fiscal – costuma trazer alguns problemas. As lojas de tecido não são um mar de opções, em que é possível encontrar exatamente aquilo que se deseja: isto significa que não há como exigir um tecido xadrez tal ou determinado tom de rosa, e depois culpar a costureira por trazer algo diferente. E nem são todas que aceitam fazer esta parte do serviço, uma vez que ir ás compras é trabalhoso: leva tempo (que será fatalmente cobrado no valor total). O que costuma ser deixado por conta da costureira são os itens de armarinho (botões, éclair), mas até estes eu aconselho que seja você mesmo quem compre. E ir ao armarinho é muito bom; você olha cada detalhe bonito para ser colocado numa blusa, num vestido; escolhe os botões que deseja… enfim, é útil para muitas coisas. Você pode mostrar o modelo para a costureira e perguntar a ela os nomes dos tecidos que podem ser usados, além dos outros itens que irá precisar. Isso evita que compre os tecidos errados, pois é comum que a moça sem muita experiência escolha na loja um lindo xadrez para um vestido tal – só que a textura do pano não permite que se faça aquele modelo, ou ele fica realmente muito diferente.

7 – Uma boa costureira saberá fazer os modelos que levar nas fotos. Quando se aprende a costurar bem, se aprende igualmente a tirar uma infinidade de moldes, de modo que a grande maioria dos modelos leva mangas de tipo tal; saias de tipo tal; e por aí vai. Isto é o básico do básico nos cursos de costura. Exatamente igual nunca fica –  porque seu corpo é outro, o tecido pode não ser rigorosamente o mesmo, etc. Mas deverá ficar semelhante: é o que deve ser o resultado final. Se a profissional não conseguir isso, infelizmente é melhor procurar outra. É muito chato quando levamos um modelo, especificamos como desejamos, mas a peça volta diferente! É este outro probleminha chato quando se encomenda: algumas costureiras não são profissionais, e são capazes de mudar arbitrariamente o que você pediu, seja no tamanho da saia, num detalhe. Haja esforço de nossa parte! O ideal é que ela anote seu pedido numa ficha, separando o modelo que levou na foto… mas quantas fazem isso, ou aceitam sugestões do gênero? Não é sempre que se pode “ensinar” o serviço de alguém, e há sempre o risco de ofender a pessoa com tantas exigências, porém… é melhor ser exigente. Isto mais evita problemas que atrai.

8 – Não vou enganar ninguém: encontrar uma costureira é difícil por todas estas questões, e muitas outras. Conheço amigas que encomendam roupas desde sempre, e volta e meia elas têm de mudar de costureira, pois enfrentam os mesmos problemas. Não quero que sirva de desânimo, mas é como achar um bom mecânico que não enrole seu marido, ou um encanador que não faça “armengues” na sua cozinha. Aliás, requer mais esforços. Claro, há quem tenha uma grande benção de acertar de primeira, mas o que tenho passado e escutado de outras, é nesse sentido. É preciso ânimo, afinal é inevitável que se encontre uma costureira para fazer nossas roupas, pois pior do que enfrentar essa maratona é enfrentar a outra: a busca por roupas modestas, em conta, e de bom gosto no mercado aí fora. Comece o quanto antes! Reze muito também a Nossa Senhora, para que favoreça neste caminho.

Todas estas etapas nos ajudam igualmente a perceber como uma mulher pode se esforçar no dia-a-dia para cumprir a vontade de Deus; ir sempre á costureira, fazer provas, comprar tecidos… é como a mulheres faziam antigamente, como nossas avós… sinto-me preparando uma receita a cada vestido que encomendo! Faço votos para que dê tudo certo na sua busca pela costureira! Se quiser dividir sua experiência comigo, fique à vontade, pois em verdade será útil também para as  moças ouvir outras opiniões e dicas. Não desistam até encontrar uma boa costureira… problemas surgem, mas com a santa paciência que Deus nos deu, havemos de superar! E logo verás como compensa ter tuas roupas modestas, teus vestidos, tuas saias belíssimas, tudo simplesmente único! Seu guarda-roupa será como um belo jardim, tantas cores serão introduzidas… de fato, quando finalmente acertamos, é impagável.

Salve Maria!

 

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