Tag Archives: especial anos 40

Obrigada por acompanharem a Semana Especial anos 40

1 jul

Salve Maria!

Agradeço a todas que por aqui passaram durante a semana, para acompanharem o Especial Anos 40… com estes especiais aprendo muito, pois vou pesquisando alguns meses antes, com o objetivo de trazer algo interessante para vocês… este é apenas um recorte, pois não é possível colocar todas as coisas nos posts! Mas assim é a vida, e vocês ficam com a melhor parte, já que eu filtro muita coisa!

Com esta semana aprendi especialmente sobre o real uso da calça por parte das mulheres nos anos 40, além de ter me inspirado muito para o meu guarda-roupa de hoje! Espero que vocês também tenham tirado um bom proveito!

Fiquem com Deus, e espero que em breve eu possa nos presentear com outra semana especial! Aguardem, pois se Deus quiser, teremos outras! 

Segunda Guerra Mundial: Rosie the Riveter

1 jul

Muitas pessoas conhecem este símbolo feminista, reproduzido até hoje por movimentos do gênero… mas na verdade, ele foi um pôster de propaganda do governo americano na II Guerra (que, por sua vez, era uma cópia de um pôster semelhante da União Soviética). Conhecido como Rosie The Riveter [algo como Rosie, a rebitadeira], ele encorajava as mulheres à irem para as fábricas, tomar o lugar dos homens…

Mais do que apenas encorajar, ele lançava mão de toda uma estética masculinizante… ao colocar esta mulher colocando os “muques” para fora e arregaçando as mangas, ele foi um dos retratos fiéis da década, pois muitas das mulheres que de fato foram para as fábricas no período da guerra, mal podiam ser distinguidas desta caricatura.

A estética masculizante do período só foi quebrada quando Dior lançou o New Look, em 1947. Foi uma realidade muito dura! Li alguns livros e artigos que falavam do assunto, mas nenhum estudava com profundidade a questão das mulheres terem ido para as fábricas… gostaria de saber mais do ponto de vista das que se recusaram, por exemplo. De qualquer forma, estas imagens nos mostram mulheres em atividade nesta época… em uma atividade que nada condiz com a feminilidade!

A foto abaixo me deixou repugnada! Olhem só estas mulheres, neste estado deplorável… não parecem apenas homens, parecem homens sem modos! Eu entendo que algumas delas tinham real necessidade de trabalhar neste período, mas elas tinham que ficar reduzidas a isto?? Bem se vê que isto nunca foi lugar para uma mulher – ontem e hoje elas não podem ocupar tais “posições” sem renunciarem a si mesmas.

Bom, o uniforme desta aqui deixa claro que ela não pegou a roupa emprestada do marido… já estava usando a “calça de mulher”…

Vejam o vídeo com a musiquinha que tocava, incentivando a perfeita “Rosie”…

Serve para a gente dar uma olhada em como as coisas aconteceram! Salve Maria!

Galeria anos 40 #2

1 jul

Mais uma galeria anos 40 para você se inspirar!

Aproveite as imagens para ter idéias para vestidos e roupas modestas!

Estes vestidos precisam de mangas… e esta fenda do segundo vestido precisa ser removida – no lugar, complete a fileira de botões.

Amo este lindo detalhe na gola… não sei como faz; mas quero fazer um vestido assim!

Jeitinho de camponesa… lindo!

Vestido envelope básico!

O modelo do vestido branco parece com a fotinha que eu coloco do lado do meu blog… amo!

Salve Maria!

“Mantenham a saias curtas”

30 jun

Mantenham as saias curtas! Protejam as pernas americanas!

Estas foram algumas das reivindicações de alguns grupos de mulheres quando, em 1947, Dior lançou o New Look, nova maneira de se vestir que impôs toda a década de 50 com seus vestidos amplos e rodados.

Na época, os efeitos da Guerra ainda afetavam as famílias. Embora houvesse algo de genuíno nas críticas ao estilo de Dior por conta do alto preço de suas roupas, o livro Fashion of a Decade: The 1940s [Patricia Baker] traz a interessante informação de que algumas mulheres viam no novo estilo uma maneira de devolver as mulheres à antiga condição, antes da guerra – ou seja, ao lar[Vejam a relação entre roupa e ideologia]. Mais ainda: elas achavam que o novo padrão de saia estava sendo implantado para “esconder as pernas das mulheres”, o que para algumas era simplesmente um “atraso”. Eu achei isso muito significativo! Mulheres que se juntam para reclamar o direito de ter as pernas à mostra… [como se sabe, o comprimento preferido da década de 40 foi o limite dos joelhos]

O New Look de Dior:

É claro que estes protestos não deram em nada, pois os anos 50 foram completamente dominados pelo estilo Dior – que, segundo dizia, tinha por objetivo devolver a feminilidade à mulher, que durante a década de 40 estava “excessivamente” masculinizada.

Claro que a moda dos anos 50, em termos de modéstia, pode ser facilmente identificada como mais feminina… até mesmo a vocação da mulher como esposa e dona-de-casa foi mais valorizada neste período, e muitas mulheres, tão logo a guerra acabou, retornaram à vida doméstica. Como nem tudo são flores, nos anos 60 veio a mini-saia e a revolução sexual… e terminamos como terminamos. Mas isto é uma outra história!

Fato é que todas as mulheres se curvaram à moda… quase não se viu comprimento nos joelhos, e todas adotavam o novo estilo de Dior… assim, como todas aderiram à mini-saia depois… todas?! Nem todas… sempre existiram mulheres que não aceitaram a imodéstia, a despeito da moda dizer que tudo é normal, e sempre existirão mulheres dispostas a mudar, caso tenham servido às modas indecentes por tanto tempo…

Fica para nós a lição: se elas se juntaram para reclamar o direito de mostrar as pernas, nós podemos igualmente nos juntar para defender o pudor… pois a verdade é que ainda hoje estas mulheres se juntam, para usar vestidos curtos na faculdade, e acaso nós não podemos defender o que realmente dá glórias a Deus? Claro que podemos… pois a nossa luta não é para ser vencida aqui – onde é certo que só vem modas piores – mas no Céu, como convém as Filhas de Maria!

Fiquem com Deus!

1946: O ano em que lançaram o biquini

30 jun

A editora de moda Diana Vreeland escreveu:

 O biquíni é a invenção mais importante deste século (20), depois da bomba atômica. 

De fato, o próprio nome (biquini) vem de uma explosão no atol do Pacífico, quando bombas atômicas foram testadas lá pelos Estados Unidos. A criação do biquíni é disputada por dois estilistas franceses: primeiro, Jacques Heim apresentou o “átomo” como “o menor maiô do mundo”; em seguida, Louis Réard mostrou o “bikini, menor que o menor maiô do mundo” e ficou com a fama do criador da peça [wikipedia].

Como escreveu alguém na época, todas as zonas erógenas [a exceção da intimidade propriamente dita] estão expostas com o uso do biquini – e até mesmo a intimidade não está livre de aparecer, com os movimentos de uma pessoa na praia. É a mais completa negação do pudor, pois torna todas as definições dele inúteis. Se alguém usa esta peça, já não deve se preocupar com saias curtas, decotes reveladores, calças apertadas… na praia se revela praticamente tudo.

Há cerca de 2 anos escrevi um texto para o apostolado Moda e Modéstia chamado “Moda Praia: Moral de situação?” , que contava um pouco da história do biquini. Algumas moças não gostaram nada dele, pois elas mesmas – católicas, diga-se – reivindicavam o direito da nudez, duramente conquistado pelas strippers e prostitutas. Sim: pois somente elas se arriscaram a usar a peça na época. Eis um trecho do que escrevi:

A católica olha para o biquíni em cima da sua cama – aquelas duas peças tão pequenas! – e ainda sente dúvida se deve voltar a aparecer na frente de quem quer que seja com ele. Ela ignora completamente como aquilo surgiu, como foi motivo de escândalo, como ele diminuiu incrivelmente desde a sua criação, como somente as strippers (!!) aceitaram fazer a divulgação desta peça na ocasião do seu lançamento, numa época em que mesmo as modelos liberadas se recusaram a fazer a publicidade dele. E hoje, uma mãe de família, uma católica, uma devota de Nossa Senhora, faz pior do que a stripper Micheline Bernardini e usa-o tranquilamente nas praias e piscinas, entre amigos e estranhos.

Micheline Bernardini foi a stripper de 19 anos [que provavelmente se prostituía desde criança] : a única que, na época do lançamento, aceitou aparecer em público com a peça –  nada difícil para alguém que ganha a vida tirando a roupa. 

Se alguém reivindica o direito de usar o biquini – sob o pretexto de que os tempos são outros -, deveria igualmente se questionar porque em 1946 e em 2011 as strippers continuam sendo aquelas que tiram a roupa em boates e coisas do gênero por dinheiro, enquanto as mães de família mudaram radicalmente. Sob a visão de uma católica que exige – é o termo mais apropriado – usar esta imoral roupa de banho, a mulher devota desceu ao nível da stripper, pois o biquini continua o mesmo (na realidade, ele diminuiu) e as mulheres que tiram a roupa também. 

Na verdade, a despeito do mundo, as católicas dignas deste nome, que tem amor à Santíssima Virgem e a Seu Divino Filho, continuam as mesmas, pois 6o anos não são capazes de reduzir a sua alta dignidade à nível tão baixo. Todas nós podemos, com um pouco de boa-vontade e bom senso, perceber quais atitudes combinam com pessoas que buscam a santidade, e quais combinam com aquelas que preferem os parâmetros deste mundo pagão.

Consultei alguns livros de moda e artigos na internet sobre o lançamento do biquini, e todos eles são unânimes em afirmar que, na época do lançamento, o Papa Pio XII assinou uma nota emitida pelo Vaticano condenando o biquini e proibindo todas as católicas de usá-lo. Infelizmente, nunca encontrei esta nota, embora eu acredite que ela exista, pois para além do Papa Pio XII ter escrito diversas coisas sobre a modéstia cristã, esta atitude é de todo coerente com a moral da igreja. Se a nota de fato existir, significa que, para além de ser bastante óbvio que a peça é inaceitável, houve uma proibição oficial vinda de um Papa, proibição esta que jamais foi desautorizada. Em outras palavras, católicas que fazem uso do biquini hoje, e por isso estimulam seu uso, pecam gravemente contra esta ordem.

A maioria das mulheres sente que não é normal aparecer diante dos outros vestindo quase nada. Que mulher pode dizer que nunca se sentiu constrangida por causa do maiô ou do biquini? Qual de nós pode dizer que nunca sentiu vergonha do próprio corpo e quis desesperadamente emagrecer para voltar a frequentar a praia? Quem nunca evitou ir à praia com alguns conhecidos, por constrangimento de revelar as formas? Na praia todos querem o impossível: um anonimato que atraia os olhares de admiração dos estranhos e a mais completa fuga de Deus, que está em todos os lugares, e não apenas nas igrejas, na hora da Santa Missa.

Possamos nós, católicas devotas de Nossa Senhora, entender o que é ser realmente modesta aos olhos de Deus, e não sejamos mais um espinho na coroa de Nosso Salvador. Jesus Cristo morreu por nós e nos resgatou das imundas mãos do Demônio: eis o altíssimo preço que nós custamos. Nós valemos muito, muito mais do que desejam nos reduzir: mais do que uma stripper, com certeza. 

Que Nossa Senhora, a Rainha Absoluta da Modéstia, interceda por nós – e terrível como exército em ordem de batalha, venha para esmagar as modas indecentes deste mundo: pois não duvidamos de que, uma vez que em 1917 Nossa Mãe falou sobre as modas imorais, um dos castigos de Fátima seja justamente punir a lama de imodéstia na qual o mundo está afundando. Ave Mater Modestissima, ora pro nobis!

Se eu montasse um guarda-roupa inspirado na década de 40…

30 jun

Salve Maria, moças!

Uma das coisas mais divertidas de se ter um blog de modéstia é ficar montando guarda-roupas imaginários, de acordo com o tema que estou escrevendo no momento. O que eu gostaria de vestir de eu vivesse nos anos 50? Se eu estivesse começando hoje a mudar para Nossa Senhora? O que eu vestiria se eu tivesse 16 anos? E se eu precisasse ir numa festa?

Uma parte desses guarda-roupas também vem de perguntas e sugestões… e eu acabo pesquisando e guardando um monte de coisa no meu computador! Se eu não posto tudo é realmente por falta de tempo…

Este aqui é meu guarda-roupa inspirado nos anos 40! Gostaria de abrir meu armário e ter estas peças à disposição – mas como eu não sou rica nem nada, ficaria muito feliz se pelo menos pudesse mandar fazer 3 peças [vou aumentar esse número quando eu mesma estiver costurando]. É claro que eu também gostaria de ter vestidos inspirados em outras décadas, e muitas outras peças da “atualidade” [porém, modestas]. Por isso, os posts acabam me ajudando a decidir o que eu vou querer de verdade – como se sabe, não se pode ter tudo!

Eis meu singelo guarda-roupa 40’s:

O vestido da esquerda é de renda mais fechadinha e é forrado, e seria o meu vestido de festa – caso eu tivesse alguma ocasião especial. Claro que o meu vestido seria super modesto, não seria justo e as mangas seriam um pouco maiores.

O vestido da direita é o do “cotidiano”, e eu faria o mercado de casa com ele, entre outros afazeres!

Vestido da esquerda: este seria o meu vestido de missa. Não está adorável? Combina perfeitamente: é lindo, discreto, de mangas longas, modesto, leve [é de crepe]… penso seriamente em fazer um modelo assim para usar aos Domingos.

À direita você vê o meu vestido de passeio. Quando meu marido e eu fôssemos sair para algum lugar, esta seria a minha escolha. É de algodão, estilo camponesa, com este delicado bordado… 

Para dar aulas, eu escolheria este vestido verde e branco: o corte dele está muito elegante; ficaria muito bom com um cinto fino preto, o que o deixaria mais formal.

O vestido bege com fita de cetim é a minha escolha para festas de família, como o Natal, aniversários, etc. Gostei muito do modelo, principalmente das mangas! Não está lindo para que eu pose nas fotos?

Mas, você deve estar se perguntando… o que poderia combinar com estes belos vestidos? Que sapatos e acessórios? Bem, nos meus sonhos, gostaria de ter alguns destes modelos de sapatos à minha disposição:

Quantos aos acessórios, penso em fazer cachos nos meus cabelos [que já são naturalmente cacheados] tal como o tutorial que saiu esta semana. Mas como não é possível usar os chapéus da década de 40, penso em usar tiaras e alguns enfeites discretos. Eis agumas idéias:

Usando saias, eu faria algumas escolhas simples, que fossem confortáveis e serivissem para diversas ocasiões. Eis algumas de minhas escolhas:

 

Este conjunto está muito bom para usarmos durante a semana… eu costumava me vestir assim para ir à faculdade. Creio que moças na mesma situação possam igualmente aproveitar conjuntinhos como este!

Opções de blusas:

É possível fazer muitas combinações tendo estas no armário. Como estamos em época de frio, e nos anos 40 se costumava usar muitos casaquinhos, estes são os que gostaria de ter:

 E as opções de saias:

Gostaria de ter os seguintes acessórios:

A primeira bolsa é a minha bolsa de sair, que eu usaria com minhas roupas de missa, e também para dar aulas no colégio.

Depois, você vê o meu lindo echarpe com bolinhas vermelhas… amei a cor!

Embaixo e à esquerda, é o meu lindo xale de renda, belíssimo para quando eu for à missa dominical, por exemplo.

Ao lado, a minha bolsa de passeio!

O que acharam das minhas escolhas? É este o meu guarda-roupa inspirado nos anos 40 – e a verdade é que eu estou inspirada por estas peças, e planejo algumas para meu guarda-roupa de verdade!

Fiquem com Deus!

Noivas 40’s

30 jun

Salve Maria!

Neste post trago alguns vestidos de noiva da década de 40… que não foi uma década muito fácil para casar…

Nos Estados Unidos a coisa estava difícil, mas na Inglaterra estava ainda pior: foi preciso implantar um sistema de cupons com valores determinados de quanto uma pessoa poderia gastar por ano com roupas [o mesmo aconteceu com a comida]! Até mesmo a rainha Elizabeth, que se casou em 1947, só teve direito a alguns cupons a mais para fazer o seu vestido de noiva! 

Em geral, os vestidos eram simples e modestos [nos dois sentidos da palavra]. É portanto, uma boa época para se inspirar, pois a nossa época é a dos casamentos caríssimos, em que o vestido de noiva custa uma exorbitância… faz a gente pensar no real valor das coisas. Talvez a gente esteja acostumada a encontrar tudo pronto demais, e ache que não exista outra alternativa, a não ser pagar 3 mil reais num vestido alugado… isto não é verdade! Temos de re-aprender a cuidar destas coisas: quando a dificuldade vem, as pessoas se fortalecem e aprendem outros caminhos para suprir as necessidades.

Nestas fotos [acima e abaixo], vestido de noiva e vestidos de festa das convidadas.

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Este modelo de vestido foi um dos mais copiados do período: parece um blazer fechado, com uma saia pouco volumosa…

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A atriz Shirley Temple se casou em 1945, e seu casamento reuniu milhares de pessoas na porta da igreja.

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Este modelo ostenta uma cauda enorme… mas isto não era muito comum nos anos 40.  Em geral, os decotes tinham um desenho que lembrava uma figura geométrica; os ombros mantém o mesmo formato largo do período, com as mangas levemente bufantes.

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Linda foto de uma noiva da época…

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O modelo abaixo dá uma boa ideia se você está interessada em copiar este estilo para o próprio vestido de noiva:

Um modelo relativamente simples, de mangas longas, com bordados na gola… [amei!]

Abaixo, foto de um casamento da época:

A simplicidade destes noivos me encantou! Veja como ela sorri sem nenhuma afetação, e como ela está devidamente coberta neste dia tão especial… 

Abaixo, um modelo um pouco mais elaborado, e muito bonito:

Eu achei tudo neste modelo especial: as mangas, o busto, a saia, a cauda, a renda… lindo mesmo… o corte do vestido lembrou o meu próprio vestido de noiva.

Mas nem todas puderam ter um vestido de noiva nesta época, e muitas casaram assim:

Isto é que é se adequar a própria realidade!

As moças que costuravam se davam melhor; por isso costurar é uma das metas da minha vida! Rs…

Fiquem com Deus!

Galeria anos 40

29 jun

Salve Maria!

Esta galeria anos 40 traz algumas das roupas mais típicas do período! Vestidos, saias, blazers… acredito que muita coisa pode nos servir como modelo. 

Aproveite as imagens para inspirá-la hoje!

Estes vestidos aparecem em diversas campanhas… foi um sucesso!

Estilo militar que eu considero muito sério e um pouco masculinizante, por conta também do tamanho das peças [note como o blazer parece engolir a primeira modelo].

Uma curiosidade sobre a maquiagem: por muito tempo, só era possível comprar o refil do batom, já que o metal estava sendo todo utilizado na fabricação de armas de guerra!

O detalhe da saia está lindo; fazendo este modelo para algum evento à noite, ficará elegante e adequado.

O modelo do conjunto está ainda contemporâneo: para nós, basta tirar as ombreiras!

Vestido longo que é uma inspiração!

Mais vestidos do período…

Gostaria de achar um tecido assim de listras; mas fazendo o vestido, deve fechar o decote!

No tempo em que as modelos não eram magérrimas…

Que cena linda… gostaria de usar um vestido xadrez com um cardigã assim!

Houve um curto período em que a moda anos 40 foi um pouco influenciada pela cultura japonesa.

Vestido longo de festa…

Gostei bastante do blazer do lado direito, e com certeza farei um conjunto assim, no futuro.

Vestido preto incrível… muito sofisticado. 

Um vestido simples para o dia-a-dia!

Espero que tenham gostado da galeria!

Continuem acompanhando a semana!

 

 

 

A mulher e as calças nos anos 40

29 jun

Você provavelmente já ouviu esta história: “As mulheres não usavam calças, até que veio a guerra e as obrigou a ocupar os postos de trabalho nas fábricas. Foi um caso de necessidade. Não foi nada muito revolucionário”.

 Por esta visão romântica, a moda nada teve a ver com a introdução desta peça no guarda-roupa feminino – quase como se todas as mulheres da época houvessem pensado juntas: “vamos usar as calças de nossos maridos para assim trabalharmos melhor”. Além de romântica, é uma visão marxista da história, que tem por método explicar as mudanças como consequências diretas de fatores econômicos e/ou materiais. Cria-se a errônea impressão de que ninguém havia pensado no assunto antes, e apenas depois que as mulheres foram para as fábricas é que as primeiras calças femininas foram lançadas no mercado.

A calça no guarda-roupa feminino: mudança de mentalidade

Felizmente, alguns estudos sobre moda nos mostram que a introdução da calça no guardar-roupa da mulher possui uma trajetória complexa, que vem desde o século XIX (mais expressivamente) [1]. De fato, houveram alguns esforços bastante pontuais neste quesito, e se a mulher não usa, digamos, uma calça desde há muito tempo, é porque as mentalidades ainda não estavam preparadas para isso. A calça se estabeleceu – é difícil precisar quando – como uma roupa de homem – e durante muito tempo seu uso esteve atrelado à alguma outra indumentária que caía por cima das coxas [2]. 

No caso do homem, porém, há uma grande diferença no uso, pois a calça não é capaz de delinear suas partes desonestas [região íntima], enquanto na mulher é precisamente isto o que acontece: a peça encaixa-se perfeitamente nas suas vergonhas. A calça é igualmente aderente aos quadris e coxas, que são consideradas partes sexualmente atraentes. Uma parte significativa das culturas orientais, por exemplo, em que se costuma dizer pretensamente que a mulher usa “calças” -como a cultura japonesa ou indiana – admitiu o uso desta peça para as mulheres apenas por baixo de longas túnicas ou vestidos, de modo que grande parte da calça fica, na verdade, oculta.

Olhando a história da calça para a mulher, na cultura ocidental, vemos que sua origem está na cultura protestante, que por sua vez, buscou inspiração numa peça turca – em outras palavras, muçulmana [3]. Engraçado é que hoje, quando a mulher católica defende o uso somente de saias, é acusada de “protestante” ou de estar promovendo a “burka” [sic]. Na verdade, a história e a verdade estão ao nosso favor: quem primeiro promoveu a calça foram mulheres protestantes e feministas [da Inglaterra e dos Eua], que estavam propondo uma vestimenta de muçulmanas! Infelizmente, pessoas sem qualquer conhecimento, saem por aí repetindo mantras semelhantes quando na verdade, se trata de uma manobra da Revolução para esconder a real origem das coisas [é só lembrar da "ofensa" de puritanos: primeiro usada pelos nazistas para denegrir católicos que eram contra a roupa de banho imoral dos alemães!]. Entra aí um pecado de espírito… pois, embora ninguém saiba ao certo destas informações, sabem acusar perfeitamente de modo que continuam colaborando com o mal. [Sobre este assunto, estou preparando uma análise mais completa e ilustrada, mas confiram a nota para ver imagens].

Mais relevante seria uma abordagem deste assunto  que tomasse como ponto de partida a mudança nas mentalidades e costumes, para assim compreendermos melhor como a mulher ocidental – que passou quase 20 séculos sem usar calças – aderiu à esta peça, a  ponto da calça ocupar o lugar central no seu guarda-roupa nos nossos dias.  Neste curto artigo não teremos a pretensão de cumprir com o desafio de desenvolver um estudo sobre a introdução da calça no guarda-roupa feminino, mas apenas pontuar alguns aspectos relevantes do tema na década de 40. Com isto, procuramos, contudo, privilegiar o que nos interessa para a modéstia cristã.

A mulher e as calças nos anos 40

 

No início dos anos 40, calças e macacões para mulheres

  Uma das perguntas que as mulheres costumam fazer quando são confrontadas com o tema da calça feminina X modéstia, é “quando foi que as calças começaram a ser confeccionadas realmente para as mulheres”. Elas são movidas em direção a este questionamento devido a um terrível mito que têm se espalhando, cuja autoria não é possível determinar, mas que consiste basicamente no seguinte: se alguns padres ou pessoas dignas falaram mal das calças nos anos 40, 50, 60, é porque “naquela época ainda não havia calças femininas [sic], razão pela qual a mulher realmente ficava masculinizada, gerando a crítica dos sacerdotes”.

Os modelos femininos de calças: uma investida da moda moderna, desde a primeira década do século XX

 Na verdade, costuma-se dizer que o primeiro modelo de “calças femininas” foi lançado em 1909, por Paul Poiret, conhecido como “calça odalisca”. [4]   Antes disso, porém – por volta de 1890 – já se tem conhecimento de mulheres no campo que usavam calças, para pedalar bicicletas. De qualquer forma, falemos dos esforços da moda que desde o início do século XX – e portanto, de acordo com seus próprios interesses – procurava lançar a “calça feminina”. Com a Primeira Guerra Mundial, algumas mulheres já começavam a ocupar os postos das fábricas – algo que se intensificou na Segunda Guerra – , mas ao contrário do que se poderia  pensar, os modelos de calças para mulheres lançados nesta época eram, na sua maioria, calças de passeio, visando atender uma vida feminina mais livre: a mulher agora tinha “uma dose maior de independência, liberdade para circular sozinha pelas ruas e participar de atividades esportivas”. [5] Nos anos 20, ninguém traduziu melhor este sentimento do que a estilista Coco Chanel.

Mais do que um pretenso caso de necessidade por conta do trabalho, a calça no guarda-roupa feminino começou a se estabelecer graças a um novo espírito de se pensar na mulher; graças a uma nova concepção do que a mulher poderia fazer com o tempo que tinha disponível – festas, passeios, clubes, esportes… as roupas, então, visavam estimular este novo estilo de vida, bem diferente do que sempre se concebeu para a mulher, cuja ocupação central era ser mãe, esposa e dona-de-casa. Nos anos 20, a calça de Chanel para passeio, inspirada nos marinheiros, foi aderida por muitas mulheres influenciadas pelas atrizes famosas. O livro “Fashion of a decade: the 1930’s [6], traz:

Pants had been worn by the more avant-garde fashion-conscious woman in the late 1920s, but by the thirties, they were more acceptable and more widely adopted.” [Calças haviam sido usadas pelas mulheres mais "antenadas e conscientes da moda" nos anos 20, mas nos anos 30 elas eram mais aceitáveis e mais amplatemente adotadas.]

Em certo sentido, costuma-se também dizer que a calça no guarda-roupa feminino se estabeleceu graças à “pressão feminista”, mas precisamos ter em mente que este não é o movimento feminista que tendemos a pensar, com mulheres saindo nas ruas, com placas nas mãos, completamente panfletárias. É claro que há muitas coisas em comum entre Coco Chanel e Margareth Sanger, mas não se trata de dizer que as mulheres na primeira metade do  século XX estavam todas divididas em feministas e não-feministas, cabendo às primeiras o uso de calças. Como foi dito, era uma questão de mentalidade – uma questão profunda, que pode começar nos meios ideologizados e acadêmicos, mas que termina por afetar toda a sociedade.

Mulheres e o uso de calças na década de 40

 É através de todo este panorama que procuramos responder a pergunta inicial [quando as calças femininas começaram a surgir?], unicamente porque desejamos difundir esta verdade: em certo sentido, as tais “calças femininas” (se entendemos com isto a peça feita especialmente para a mulher) estiveram por aqui desde que as mulheres começaram a usá-las. Não, não foram preciso décadas até que algum modista tivesse a ideia de lançar uma calça no formato do corpo feminino. Seria justo dizer que a calça masculiniza não porque algumas mulheres na década de 40 de fato usavam as peças de seus maridos, mas sim porque a calça, numa mulher, não pode ser dissociada do fato de que culturalmente foi uma peça estabelecida para o homem. Mais do que isso: ela retira de cena o formato que sempre – apesar das variações de tamanho, forma, volume – esteve atrelado à mulher, que seria a saia ou vestido.  

A calça para mulher é masculinizante por sua própria concepção

É bastante comum encontrar, entre os textos de bispos, padres e pessoas piedosas do século XX [especialmente até meados da década de 70], a referência à calça para mulher como sendo uma “roupa de homem”. O Cardeal Siri, nos anos 60, escreveu um documento sobre o assunto [7], em que condena as mulheres que usam tais “roupas de homens”, esclarecendo que estas são as calças masculinas.

Esta crítica não significa que as mulheres, e ainda mais nos anos 60 [quase 20 anos depois do fim da Guerra], usavam literalmente as calças da seção masculina. “Calças masculinas, traje de homem“: são maneiras de se referir ao uso da calça – independente de como ela fosse – por parte da mulher. Nos anos 40, de fato as mulheres fizeram uso do uniforme masculino nas fábricas – mas como vimos, esta não foi a única realidade. A moda, que vinha desde os anos 20 lançando calças “despojadas” para as mulheres usarem no dia-a-dia, ofereceu uma infinidade de modelos de calças “femininas” nos anos 40, para diversas ocasiões. Haviam calças de noite, de festa, de clube, de jogar tênis, de trabalho… 

 Acima, vestidos típicos dos anos 40. Abaixo, calças do mesmo período. Comparem e percebam como a calça delineia o corpo da mulher, mesmo sendo um modelo relativamente “folgado”.

Percebam também como a calça, para ser coerente, precisa dispensar todos os adereços que completam a mulher em sua feminilidade: acessórios para o cabelo, luvas, etc.

 O livro “Fashion by Decade: The 1940’s [8] traz que [por volta de 1941], “a calça já havia se tornado uma peça aceitável para a mulher“. Era aceitável do ponto de vista da sociedade em geral, o que não significa que não houve críticas e resistência. Muitas foram as mulheres que se recusaram a usar calças, e que faziam campanha para evitar seu uso… mas do ponto de vista da mentalidade da época, já estava estabelecido. No entanto, os sacerdotes continuaram a condenar o uso da calça para a mulher… basta lembrar de São Pio de Pietrelcina, que faleceu em 1968: ele negava comunhão à mulheres de calças, e as expulsou sistematicamente de seu confessionário. O que ele diria do nosso atual uso de calças, que piorou bastante e está cada vez mais imoral?

A separação entre os ditos “modelos masculinos e femininos” de calças sempre foram uma linha tênue.

As pessoas costumam usar o argumento de que os modelos de calças masculinos são rigorosamente distintos dos modelos femininos. Hoje, quando vemos que tantos homens e mulheres usam skinny, saruel, cargo, etc., temos de reconhecer que se trata da mesma calça – mas como não se trata do mesmo corpo, há mudanças pouco significativas no que diz respeito ao ajuste à forma.  Abaixo, a chamada pantalona, bastante popular na década de 40:

E abaixo, o mesmo modelo de pantalona, nos anos 40, para homens.

Como puderam ver, basta se debruçar de fato em como as coisas se deram, para derrubar alguns mitos envolvendo este costume para a mulher: eis a importância de saber a origem das coisas… 

Fiquem com Deus e continuem acompanhando a Semana Especial!

P.S.:Vida Real

Durante as minhas pesquisas, encontrei um flickr onde uma moça disponibilizou uma foto de sua mãe de calças em 1947, com a seguinte nota:

“Nos anos 50, minha mãe não gostava de me pegar na escola; ela esperava-me a um quarteirão de distância. Por que? Porque ela insistia em usar calças, e as boas freiras do São Francisco Xavier a desencorajavam a esperar na porta da escola.”

Notas

[1] Conferir: Enciclopédia da Moda.  por Georgina O’Hara Callan, 2007.

[2] Exemplo de idumentária masculina, do século XVIII, com Luís XV, Rei da França, usando calças:

[3]  Elizabeth Smith Miller e Amelia Bloomer. Sufragistas e feministas que defendiam voto para mulher e coisas do gênero. A primeira criou a peça [a calça bloomer, que deveria ficar embaixo de uma saia]; a segunda é a que de fato fez a introdução do uso, daí o nome ser atribuído à ela.

A proposta da “calça” feminista e protestante começou assim. Mas como a “Guru” não estipulou a medida mínima da saia, obviamente [como acontece onde a imodéstia reina], a saia foi subindo, subindo… acompanhe um pouco da evolução:

Até, que descambou no traje ainda mais masculino, abaixo [Acreditem: é uma mulher, e protestante]:

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[4] Por favor, lembrem-se do que é uma “odalisca” e da carga de sensualidade que envolve o imaginário de uma. Eis o modelo da calça:

[5] http://elle.abril.com.br/moda/pecas-basicas/historia-das-calcas-432613.shtml?page=page2

[6] Fashion of a decade: the 1930’s. Maria Constantino.

[7] Cardeal Siri. Notificação concernente às mulheres que vestem roupas de homem. 1960.

[8] Fashion By Decade: The 1940’s. Patricia Baker

Como fazer cachos para ter um cabelo anos 40

29 jun

Salve Maria!

Às vezes eu me perguntava: por que as mulheres dos anos 40 tinham todas o mesmo cabelo? Da mesma cor? (Poucas eram loiras, até nos Eua…) Com os mesmos cachos? E se nos aos 40 todas tinham aqueles lindos cabelos cacheados, onde eles foram parar?

Bem… as respostas são as seguintes: 1) elas não tinham exatamente o mesmo cabelo, elas faziam o mesmo cabelo; 2) manter um cabelo tingido era caro na época, então era melhor nem começar a ser loira; 3) enrolar o cabelo era uma maneira barata de mantê-los arrumados, sem ter de cortá-los toda hora… eis o porquê de tantos cachos!

Numa época com restrição de tantas coisas, criar diferentes modas estava um pouco fora de cogitação… mas, no fim, até que os cabelos eram bonitos, e eles são de longe a marca mais registrada do período!

Traduzi este tutorial que ensina, passo a passo, como ter um cabelo cacheado anos 40… lembre-se: para ter um cabelo arrumado não é preciso salão, é preciso ter tempo! O método utilizado será o mais barato possível: tiras de pano!

Como fazer cachos para ter um cabelo anos 40

Depois de passar algum tempo fazendo cachos de panos em mim mesma, desde que meu cabelo estava batendo no queixo, até que ele passou um pouco dos ombros, posso mostrar a vocês algumas coisas que só aprendi depois de muito tentar e acertar. Eis a maneira correta de fazer cachos de panos.

Você vai precisar de:

- Tiras de tecido de algodão. Cortadas cerca de 2cm por 5

- Um pente

- Musse ou algo parecido

- Escova

1- Molhe o cabelo. Eu sempre tomo um banho à noite, mas se você molhar seu cabelo na torneira servirá. Certifique-se de que seu cabelo estará todo ele molhado, e de maneira uniforme; tire o excesso com uma toalha.

2 – Penteie todo o cabelo suavemente, deixando-o repartido da maneira como gosta de usá-lo; mas pentei-o todo para fora [isto é, sem puxá-lo para trás].

3 – Com o pente, separe uma parte da frente de seu cabelo. Eu prefiro cachos mais suaves, por isso separo mexas de mais ou menos dois dedos de largura (para cachos mais finos, separe menos).

4 – Pegue uma tira de pano e enrole a mexa de baixo para cima – mas não aperte muito, pois desta maneira o cabelo não seca. Amarre o pano sobre o cacho.

5 – MUITO IMPORTANTE: Repita o procedimento no outro lado do cabelo. Sempre alterne, fazendo um cacho de um lado, e depois do outro, até terminar. Se você fizer primeiro os cachos do lado direito, eles acabarão desiguais; pois um lado secará enquanto o outro está sendo feito. Então você ficará triste!

6-  Termine de fazer os cachos na parte de trás. Eu costumo dividir esta parte em duas camadas de cachos para adicionar volume.

7- Durma com os cachos amarrados. Ou se você está fazendo isto de manhã, e planeja soltar os cabelos à noite, cubra os cabelos com um lenço ou touca para fazer as tarefas do dia.

8 – Quando acordar, desate gentilmente  as tiras de pano. Pegue uma escova e escove apenas para abrir os cachos, vai ficar muito fofo!

9 – Pegue um monte de mousse, esfregue nas mãos, e distribua por todo o cabelo, alisando os cachos para fora.

Prontinho!

***

Ps: use grampos para prender parte dos cachos, como as mulheres faziam nos anos 40.

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