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Tipos de saias: básico

25 abr

Vamos aprender os tipos básicos de saias: isso facilita a nossa vida na hora de encomendar os modelos. Quando dizemos tipos de “saias”, estamos falando tanto das saias propriamente ditas, quanto da parte inferior do vestido. 

Isso permite que a gente veja o modelo de um vestido reto, por exemplo, e transforme-o num modelo mais modesto [evasê ou godê]-  ampliando a saia, para não ficar justa .

A maioria das saias que vemos por aí são variações destes modelos básicos. Os tecidos sozinhos podem já dar uma diferenciada … uma saia evasê de lã ficará diferente da mesma saia evasê de viscose… como numa receita, você pode tornar o pão diferente, de acordo com os ingredientes que acrescenta: muito volume, pregas, apliques…

E de fato, com tantas diferenças, seria justo dizer que existem milhares de modelos, impossíveis de serem listados.  Nesta semana, vejamos apenas os primeiros passos.

Dito isso, vamos às saias!

Saia Reta

A saia reta é básica. Ela, por sua própria concepção, acompanha o desenho do quadril e desce rente às pernas.

Mesmo passando dos joelhos, a tendência desta saia é não ser muito modesta, por ser justa no corpo. A maioria dos uniformes de trabalho e conjuntos de blazers a trazem como acompanhamento. É possível fazê-la para que não fique muito justa nas pernas e não limite os movimentos, mas se vai mandar costurar suas saias, pode dar preferência à saia evasê sequinha, que “abre” justamente a partir do quadril, preservando mais as formas e sendo mais confortável.

A saia reta entrou em uso principalmente a partir da década de 4o, quando, sob pretexto da escassez dos tecidos, se diminuiu o volume das saias.

A saia reta é o modelo mais fácil de ser encontrado [nas lojas] com o comprimento abaixo dos joelhos porque é muito usada para ocasiões  formais. O problema é que, mesmo passando dos joelhos, quando sentamos ela “sobe” [diferente dos modelos godê e evasê, por exemplo], principalmente se for confeccionada em tecidos como o  tricoline e oxford. No início de nossa mudança, pode ser mais fácil usar estas saias, porque é o que se encontra com relativa facilidade nas lojas: não é à toa que é a saia mais usada pelas protestantes. Mas para quem procura se vestir com toda modéstia, os modelos de saias mais abertas são melhores. Se o trabalho exigir a saia reta, e ela passar dos joelhos, certifique-se de que ela não estará justa, a ponto de marcar as coxas e a parte de trás. Mulheres que tem o quadril muito largo, ou usam números maiores: é melhor dispensar este modelo.

Se vai fazê-la: precisará de forro ou anágua. Use tecidos como chambray, gabardine, lã. Dê particular atenção às costas, para que não fique desenhando as formas. Cuidado com os tecidos fluidos : são muito fininhos e marcará a roupa íntima, mesmo com anágua.

A saia lápis é um modelo de saia reta ainda mais justa, que torna evidente sobretudo as curvas das coxas. Além disso, para tornar esta parte mais saliente, ela difere da saia reta comum por “entrar” mais colada nas pernas, logo após a parte “larga” da mulher. Compare a foto abaixo com a saia reta usada pela atriz, em preto e branco.

A saia lápis não é modesta, ainda que passe dos joelhos: muito colada e sensual.

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Saia Evasê

A saia evasê é a conhecida saia em “A”, justamente porque tem o formato desta letra: ela desce abrindo, a partir da cintura. Veja o modelo abaixo: à esquerda, o molde da saia reta; à direita, a saia evasê:

Esta saia é muito versátil, podendo ser feita praticamente em todos os tipos de tecidos. Ela é também muito modesta, pois preserva a silhueta da mulher e não marca. A diferença essencial da saia reta, como podem ver, está na barra mais larga:

Dependendo do tecido, ela pode ficar mais sóbria ou ter mais balanço… abaixo, feita de linho:

Mais solta, com tecidos fluidos, como crepe, viscose, chiffon:

Para um maior conforto e modéstia, creio que deve sempre usar uma anágua ou pôr forros nos vestidos e nas saias. É um dos meus modelos preferidos!

Uma saia evasê sequinha, com pouca abertura, pode ser uma solução intermediária para aquelas que, no ambiente de trabalho, precisam ser mais discretas e sóbrias. Ela não é justa como a saia reta, e deve ser feita com tecidos menos rígidos, feitos de poliésters, que não precisam passar.

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Saia Godê

Conhecida também como “saia rodada”, a saia godê é a mais feminina das saias! Ela tem volume e balanço, e voltou a ser “tendência”, sobretudo com a onda LadyLike. Ela foi muito usada da década de 50, com o New Look do pós-guerra, que já podia esbanjar na quantidade de tecido.

Abaixo, a minha amiga [de verde] com sua linda saia godê:

 Eu ainda não tenho uma saia godê, mas vou fazer uma assim que der… ela é muito modesta e fica ótima nos vestidos. Agora, é preciso comprar muito “pano”, pois ela geralmente é cortada enviesada ou completa em “círculo”. Fica boa com muitos tecidos, excetos os muito rígidos [se bem que eu tenha visto até de couro: mas é muita extravagância].

Pouco Volume

Muito Volume

Ela pode ser volumosa ou simples: isso depende da maneira como é cortada, quanto de pano leva… Um volume extra pode ser ainda acrescentado por anáguas, também cortadas godê.  Abaixo, tutorial que ensina a fazer uma saia godê simples:

E a saia godê dupla, com mais volume:

Outro passo a passo AQUI.

Se vai fazer:  converse com sua costureira, para que ela indique a metragem de acordo com seu manequim e volume da saia. Tecidos que ficam bons: são muitos, como jérsei, viscose, microfibra, tricoline algodão, seda… os que tenham bom caimento.

O auge do godê, na década de 50:

Pouco volume

Muito Volume

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Saia Balonê

 Acho que todas nós sabemos o que é, apesar de quase ninguém ter no guarda-roupa… na minha opinião, a balonê é mais um artifício do que um tipo de saia… nada mais é do que uma godê que tem a barra arrebatada para cima, deixando tudo preso para formar um efeito “balão”.

Difícil achá-la modesta, mas é possível, desde que seja abaixo dos joelhos. Na verdade, quando surgiu, nos anos 80, havia até mesmo versões bem longas. 

Hoje em dia, como dificilmente as mulheres usam saias acima dos joelhos, a balonê é sinônimo de mini-saia, que deixa boa parte das coxas aparecendo. Como modelo, pode ser feito modesto, mas eu acho um pouco extravagante. Talvez num vestido de festa, com muito bom gosto… de qualquer forma, é uma saia “cansativa”, isto é, fica difícil variar o visual com ela.

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Saia Envelope e Saia Pareô

São as saias transpassadas, com sobreposição. As duas saias – envelope e pareô – são muito parecidas. Segundo dizem os “entendidos de moda” [como a Glória Khalil], a diferença básica está na amarração. Quando a saia fecha com aqueles laços grandes e com certo volume na cintura… é pareô. Quando simplesmente dá a volta e “fecha”, é envelope. Grande diferença, não?

Você pode fazer uma saia reta ou evasê, por exemplo, sendo também “envelope” … neste sentido, o envelope seria como as pregas, que também podem ser colocadas em quase todos os modelos de saias. Mas o fato é que, feita da maneira clássica, a saia envelope tem realmente características próprias: não fica nem reta, nem aberta: simplesmente enrola no nosso corpo.

Saia Envelope

 A tradicional saia envelope é feita completamente aberta. Eu me lembro que tinha uma dessas quando criança, mas nunca sabia fechá-la direito! Pegava aquele retângulo gigante e tentava enrolar na minha cintura…. quase sempre sem sucesso. Hoje, o modelo me agrada; é elegante para uma saia que vá até os pés, por exemplo…

 

 É preciso muito cuidado com este modelo… deve ser feita com generosidade de pano, para que dê uma volta completa no corpo. Os que ficam “abrindo” e revelando parte da perna são impróprios. Além disso, se é feita com pouco pano ou com um tecido muito fino, a tendência é desenhar o corpo… se bem-feita, ela é bem sustentada na cintura sem que fique muito aderente.

 Se vai fazer: prefira comprimentos mais longos, pelo menos 20 cm abaixo dos joelhos. Para um efeito como o da primeira foto, dê preferência para tecidos que não precisem passar – sintéticos/poliéster – , daqueles que a gente passa a mão e escorrega.  Para o inverno, pode fazê-la de lã ou linho.

Abaixo você vê a saia pareô, que deve ter os mesmos cuidados básicos da envelope, já que também é feita completamente aberta. Ela geralmente tem mais volume e é mais rodada.

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São estes os tipos básicos de saia: quero dizer, a diferença fundamental nas “aberturas” dos modelos. A partir do momento que vamos incrementando as coisas, elas vão meio que se tornando outras saias… saia plisê, saia afunilada, saia losango.. mais isto é uma outra história, e terá de ser deixada para outra ocasião.

E aí? Já sabe quais entram no seu guarda-roupa modesto?

Salve Maria Imaculada!

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