Introduzindo vestidos

Quantas mulheres  tem vestidos no guarda-roupa? Quantas tem dois ou três – que usam raramente? Muitas mulheres, quando resolvem mudar o guarda-roupa para se vestir com modéstia, se deparam com um armário repleto de blusas de alças, calças e mais calças,  uma saia que nunca usam, e o vestido de praia. Não é assim? A roupa “feminina” tornou-se a calça + uma blusa qualquer! Olhem nas ruas! Nos ônibus! Em todo lugar se vê o mesmo: mulheres de calças, com as formas e partes íntimas reveladas, praticamente o uniforme do jeans!

Quanto aos possíveis vestidos no guarda-roupa da mulher, são os que vemos nas lojas: ou falta em cima, ou embaixo, ou em ambos. Se ele tem mangas e não tem decote, então ele é curto. Se ele é longo, a parte de cima é imodestíssima – tomara-que-caia, alcinhas que lembram um biquini/sutiã. Ou seja: o mundo não tem “problemas” ou “preconceitos” com a mulher que usa longos comprimentos – ele apenas não aceita que se cubra embaixo e em cima ao mesmo tempo.

Como introduzir vestidos nesse guarda-roupa? Para quem está pouco acostumada com isso, é um desafio! Nas lojas, será bem difícil encontrar algum que atenda suas reais necessidades… e quando se encontra nas lojas algo belo e modesto…como são caros! No início pode parecer que mandar fazer uma roupa é ter duas despesas – o pano e a mão-de-obra – mas logo se vê que há mais vantagens. Num próximo post espero conversar bastante com vocês a respeito de achar uma costureira e mandar fazer seus vestidos –  mas por ora gostaria de indicar alguns modelos que poderiam ser os teus primeiros.

Os dois primeiros são indicados para quem irá na costureira – e por isso terá a chance de escolher exatamente o padrão que deseja; os outros dois representam o padrão que se encontra mais facilmente nas lojas, de modo que – ainda que não sejam ideais – são uma opção.

Eis o teu primeiro:

 

Um lindo vestido azul de mangas! Estas mangas passam do cotovelo em 1 palmo. O comprimento dos vestidos (ou saias) deverão sempre estar abaixo dos joelhos (cerca de 4 ou 5 dedos), para um maior favorecimento da modéstia – de modo que quando esteja sentada, eles também estejam cobertos.

O modelo é acinturado: o cinto é um símbolo da castidade, e um modelo assim geralmente arruma o caimento da peça, ao mesmo tempo em que dispensa o acessório.

O vestido tem pregas suaves na parte da saia – não incha – e na parte de cima, o que deu um detalhe todo especial. Não inchou porque deve ser feito com tecidos fluidos. Para ter um efeito soltinho e com brilho dá para escolher vários tipos, como o cetim de seda, seda ou jérsei. O forro deve ser do mesmo material – parte da saia e da blusa costuradas separadamente, e a parte da saia deve ser costurada apenas na cintura, de modo que o forro esteja “solto”. Dessa forma, não compromete o leve balanço. É um modelo que também pode ser feito sem as pregas. Como seu primeiro modelo, aconselho a escolher uma cor lisa e sóbria, para que você possa usar várias vezes e combinar com casacos e acessórios que dêem uma diferenciada.

O segundo modelo:

 

Este verde termina com as mangas no cotovelo, e deveria ter o decote mais para cima, e deve ser usado com um cinto. Nesta linda cor verde, poderia ser um cinto fininho preto ou branco. Outras cores para o vestido seriam excelentes, como bege, cinza, chumbo ou mesmo preto. Básico, ele também pode ser combinado com vários acessórios – e como você está iniciando agora seu novo guarda-roupa, deve primeiro montá-lo com peças que não cansem muito, já que deverá usá-las várias vezes.

Ele é reto, mas graças as pregas não ficará colado. O corte não é exatamente na cintura, mas um pouco acima, o que favorece quem tem os quadris largos. Tenho uma revista em casa com este mesmo modelo, e indica que o tecido usado foi o “xantungue”. Imagino quem, na loja, sabe da existência desse tecido! ! Você pode usar gabardine ou gabardine com strech, com a enorme vantagem de que não precisará passar! É aliás, bom para quem tem poucas roupas.

Agora vamos aos exemplos de modelos que você pode encontrar mais facilmente em lojas – especialmente aquelas lojas de departamento, em que o preço costuma ser mais em conta. Comprá-los, logo que decidimos nos vestir mais modestamente, é bom para quem não pode  esperar o modelo na costureira ficar pronto, e deseja um vestido imediatamente.

O primeiro:


Este modelo, ou algo semelhante, pode ser encontrado com relativa facilidade nas lojas: geralmente feito de algum tipo de malha, ele tem mangas curtas. A estampa é geralmente algo abstrato, grande e com cores fortes – o que eu, particularmente, não acho muito elegante -, mas para o dia-a-dia está bom. Deve, no entanto, sempre passar dos joelhos, pois caso contrário não estará modesto, e vai mais atrapalhar que ajudar na sua mudança. Cuidado para não escolher um modelo que voa demais!

Mas este é, como modelo, muito bonito: pode fazer algo semelhante na costureira, adaptando para que fique do jeito que deseja!

O segundo modelo que deve ser encontrado nas lojas:


O problema desses vestidos encontrados nas lojas – que passam dos joelhoe e tem alguma manga – é que geralmente o decote é profundo, como este da foto. Em “V”, ele geralmente desce bastante, de modo que acaba sendo muito incômodo usá-lo. Se você encontrar modelos como este, podem servir se usar uma blusa por dentro – no caso deste, poderia ser branca ou preta, por exemplo. Dessa forma, não correria o risco de revelar alguma coisa. Como adaptação, é uma opção enquanto se aguarda a costureira aparecer, ou os seus modelos ficarem prontos!

Espero que estas dicas possam ajudá-la na hora de escolher seus primeiros vestidos! E como é bom usá-los!

Salve Maria!

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8 comentários sobre “Introduzindo vestidos

  1. Oi Luciana!!!!

    Parabéns!!! Mais um trabalho bem feito para Deus!!!

    Que Maria Santíssima Modelo Perfeitíssimo de Modéstia te abençoe sempre.

    Um grande abraço.

    “As roupas cobrem o corpo para nos deixar ver os valores da alma”.
    Papa João Paulo II

  2. Luciana,
    parabéns por mais esta obra ^^,
    estou gostando muito…
    Salve Maria!
    Realmente, o que vemos ao nosso redor é que a modéstia não existe e quando a gente resolve mudar o guarda-roupas somos nós as diferentes… Onde eu moro quando vejo alguma mulher modesta ou ela é mais velha ou protestante…

    1. Salve Maria!
      Fico feliz que está gostando, Débora! Espero trazer muitas coisas bonitas! Aos poucos vou incrementando o blog, é que estou um pouco sem tempo.
      Paz!

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