Eu, grávida!

Salve Maria!

Algumas fotos minhas neste momento tão especial. Estou com 7 meses e muito ansiosa pela chegada da minha filha. Para que esta fase não passe sem que vocês vejam a minha barriguinha! 

Este vestido foi comprado numa loja de departamento. Até mandei fazer alguns vestidos durante a gravidez, mas não tive ainda oportunidade de tirar fotos. Um deles já não me cabe mais! O vestido da foto não é modesto, pois é de alças. Eu geralmente não compro peças para fazer muitas adaptações, mas como neste período da gravidez nós perdemos roupas muito rápido, precisei fazer escolhas semelhantes. Comprei o casaqueto especialmente para combinar com o vestido e servir-lhe de complemento.

Gostei muito da estampa: alegre! Fica muito bem em senhoras grávidas. Também não é uma estampa exagerada, nem muito grande, nem de cores chamativas. Há muitos modelos de vestido semelhantes a este nas lojas, porém quase sempre havia um detalhe que não me agradava, que deixava a peça um pouco largada, com estética hippie. 

O vestido é feito de cambraia de algodão, que geralmente é fina (um pouco transparente quando bate o sol), por isso estou usando anágua. É um tecido maleável, como podem ver pelo balanço. Eu não tenho o costume de usar saias e vestidos longos – até os pés -, mas durante a gravidez acho que me caiu bem, apesar da minha altura.

Uma foto para vocês verem o casaqueto em detalhes: também foi um achado de loja e já penso em mandar fazer na costureira um modelo igual, usando outras cores.

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Notícias da Costureira:

Aproveito para dar-lhes a notícia da minha troca de costureira. O vestido ficou pronto semana passada, com apenas (!) um dia de atraso. Porém, como ela havia feito mais longo do que eu pedi, vou buscá-lo esta semana devidamente corrigido. Não há o que dizer: o vestido ficou perfeito. Pareço despretensiosa dando assim este veredito, mas a verdade é que este é um momento que esperei por muito tempo. Não haver o que reclamar do serviço; ter uma peça encomendada que parece saída de loja ou até melhor… Estou muito feliz! Agora já posso tirar do papel (ou da minha lista dos sonhos) alguns modelos que não poderiam sair, salvo se realmente encontrasse uma boa profissional. Como vocês sabem, o serviço saiu um pouco caro, mas valeu a pena. Obrigada pelas orações e em breve mostrarei a vocês o resultado!

Fiquem com Deus!

Troquei de costureira!

Salve Maria!

Hoje vou dividir com vocês mais uma etapa no meu caminho pela modéstia: o momento em que eu, mais uma vez, troco de costureira.

Não é nada fácil: a minha antiga ficava bem perto de casa e era barata – o que, no fundo, me saiu caro nas últimas tentativas com ela. De qualquer forma, era muito cômodo tê-la, e foi por comodidade mesmo que eu continuei com ela por um tempo, mesmo sabendo que ela não era tão boa assim.

É claro que eu acabei adiando pelo fato de que ter que mudar de profissional me desanima um pouco… parece que estou fracassando nas minhas escolhas, cada vez que eu tento  me vestir com beleza e elegância e volto para casa com uma saia mal-feita,  um vestido que não encaixa no meu corpo. Perco o dinheiro do tecido, o tempo e a expectativa, e ainda tenho de pagar pelo serviço! Um caminho bem mais duro do que experimentar uma peça do provador e levá-la para casa, sem dúvida.

Mas se estou dividindo isto com todas vocês, com certeza não é para desencorajá-las – muito pelo contrário. É para que vejam as dificuldades do caminho e saibam lidar com elas com naturalidade e perseverança, e não simplesmente desistam, muitas vezes sentindo pena de si mesmas, ou resmungando de má vontade. Se estou fazendo todo este esforço por mim mesma… bem, não deve valer a pena passar por tantos contra-tempos apenas por gosto; mas se tenho plena consciência de que não faço por mim, mas para agradar a Deus, para imitar Nossa Senhora e viver plenamente a modéstia cristã, então sei que os erros não irão cessar a minha caminhada. 

A bem da verdade, estes problemas não são o fim do mundo. Eles podem até dar um sentido maior à nossa vida: como quando aprendemos a cozinhar, ao invés de só esperar que a comida chegue magicamente no nosso prato. No início, vamos nos atrapalhar bastante até transformarmos aquela carne crua num delicioso bife – e mesmo quando já soubermos providenciar tantos pratos quanto a nossa mãe, um dia ou outro o jantar ainda sairá ruim, a receita dará errado e aquela marca de confiança irá nos trair. Por que, então, ser tão intransigente  na encomenda de nossas roupas modestas? Conheço senhoras que, sim, acharam a costureira perfeita… e não escaparam de vez ou outra ter algum inconveniente de natureza qualquer. 

A minha “antiga” costureira não é a primeira. A anterior era pior! Mas também era a minha situação financeira na época, por isso acabei usando-a por um bom tempo… desta vez, foi um vestido terrivelmente mal-feito e uma saia (que minha irmã encomendou) sem forma que me fizeram desistir de continuar usando seus serviços. É muito chato ter que passar por isso, eu não nego: tive de dizer a ela da minha insatisfação, e embora os defeitos da peça estivessem grosseiramente à mostra, ouvi a réplica de que o “corte” estava perfeito. O tecido é que “era assim mesmo”. Dai-me paciência! Mas com estes tipos de serviços (costureiras, mecânicos, pintores) é mesmo impossível discutir: o profissional nunca acha que cometeu erro nenhum, e o melhor é resolver a situação como der, e partir para outra. O vestido defeituoso está recebendo alguns reparos – mas eu não tenho qualquer esperança nele (com muita sorte vou usá-lo em casa).

Restava-me, portanto, recomeçar. Por onde? O melhor seria ter alguma conhecida que pudesse me indicar alguém, pois talvez assim perdesse menos tempo – mas não havia. Minha irmã tinha visto no primeiro andar de um pequeno shopping uma costureira que fazia roupas “sob medida”; eu busquei na  internet alguns números (a maioria deu em nada); até que me decidi por um ateliê num bairro relativamente nobre da minha cidade. Eu, que estava pagando 25,00 na mão de obra de um vestido comum, imaginava que agora teria de pagar o dobro ou um pouco mais pelo mesmo serviço. Mas fui convencida de que, se tivesse uma peça bem-feita, valeria a pena. Há muito tempo eu não vestia uma peça encomendada que estivesse irrepreensível, e tão logo eu resolvesse a questão, veria como no fundo seria econômico.

Pois bem. Ao chegar no tal ateliê, a costureira ficou realmente surpresa de que eu estivesse ali para encomendar um vestido sem ter qualquer ocasião especial para ir. Talvez seja a realidade atual: por que alguém encomendaria todas as roupas do dia-a-dia? De qualquer forma, a tabela de preços dela incluía vestidos que não eram para festas. O preço? R$ 130,00. Eu tive que sentar.

Não era para eu ter ficado tão chocada. Tenho amigas no interior de SP que fazem excelentes roupas modestas – o conjunto de vestido e blazer sai por 180,00. Eu é que não posso desembolsar tanto – mas sou obrigada a admitir que eles ficam perfeitos. Fazendo as contas, junto com o tecido, sai em torno de 250,00 – bastante salgado, sem dúvida, mas não muito diferente de comprar um vestido e um blazer numa loja de departamento (os vestidos em torno de 120,00 e o blazer, 110,00). Recentemente, comprei um vestido numa dessas lojas por 90,00 – mas ele não é modesto (vou usá-lo com um casaqueto) e é muito simples. Obviamente, meu sonho era sair das lojas com peças belas, modestas e custando menos de 50,00 – mas isto é muito difícil. Nunca aconteceu comigo, pelo menos.

Na verdade, ainda que eu usasse o uniforme miserabilista do mundo moderno (calça e blusa), ia ter de pagar pelo menos 120,00 pelo conjunto – e muitas pagam muito mais. A questão financeira  inclui várias coisas. Posso passar o ano inteiro com uma calça surrada (foi o que eu fiz no passado), ou posso também admitir que mesmo que não tivesse qualquer restrição com a moda indecente e mundana das lojas, eu teria de pagar alguma coisa para me vestir. E este valor não é rigorosamente distante do que eu estou pagando agora, com muito esforço, para estar modesta. Quem quiser usar uma calça que dure mais terá de desembolsar pelo menos 150,00: e quantas não o fazem? Muitas de vocês talvez não possam pagar por isso numa única peça, mas também não conseguirão sempre pagar 1/3 do valor para se vestirem. O maior problema é que, mudando todo um guarda-roupa que não é adequado à modéstia, a economia de cada peça é importante. Foi pensando nisso que eu resolvi, no início, não buscar tanto uma costureira melhor… e hoje me arrependo disto, pois não compensou realmente. Foram muitos, muitos problemas: tenho que admitir que me vesti mal, e cometi outros equívocos. Com certeza, aproveitando as dicas do blog vocês poderão ter um começo mais suave e financeiramente viável.

Mas… voltemos ao preço da costureira: R$ 130,00. Muitas de vocês que estão lendo não poderiam esquecê-lo, não é mesmo? Pois é… conversei com a profissional e disse que estava muito alto, e que se ela estava se dispondo a cobrar isto por um modelo básico, deveria fazer um trabalho sem defeitos (era o que eu queria). Ela chegou a perguntar se eu era do interior (risos), pois o preço era assim mesmo, e não duvido de que ela tenha razão, pois todas as pessoas que conheço pagavam mais do que eu para encomendar roupas. No final da minha negociação com ela – eu expus muitas coisas, como o fato de que eu gostaria de costurar todo mês – consegui com que ela baixasse muito o valor, e me cobrasse R$ 80,00 pela mão de obra, mas que ainda assim eu esperava um vestido muito bom, para que ela passasse no “teste”. E de fato, é isso mesmo. Considerando que o tecido custou 25,00, o vestido modesto não sairá uma exorbitância. Quase o mesmo preço do vestido que paguei na loja de departamento.

Poderia agora dizer a vocês o fim da história: e então? O vestido saiu perfeito? Valeu a pena trocar de costureira?

Este resultado só poderei dar na semana que vem (se ela cumprir o prazo). Pensei em só escrever sobre esta troca quando já tivesse o resultado em mãos, pois se esta costureira também me decepcionar, será muito frustrante voltar aqui e ter de dizer a vocês que perdi mais uma batalha. Mas… por que não? Se for da vontade de Deus que eu passe por isso novamente, que assim seja para a maior glória de Nossa Senhora, que tanto quer a luta contra a moda imodesta. Para cada batalha travada nesta busca, devo acreditar que Nossa Senhora intervém diretamente em meu favor, mesmo quando tudo parece dar errado. Ela quer que eu triunfe, sem dúvida: poderia eu contrariar Sua maternal vontade? Recuar quando Ela deseja que eu avance? Reclamar das dificuldades, quando eu sei perfeitamente que Ela está no Céu esperando que eu erga os olhos e lhe agradeça mais uma vez por me dar forças para superar estes problemas – problemas estes que Ela bem poderia ter tirado do meu caminho (pois Ela tudo pode, sendo a Mãe de Deus), mas que escolheu não fazê-lo? E que mãe escolhe o pior para o seu filho? Por tudo isso, virei dizer a vocês o desfecho, seja ele alegre ou triste, em alguns dias.

Mas não deixo de contar com as orações de vocês para que tudo dê certo! Estou ansiosa e confiante, vejamos a resposta da Providência!

Ave Mater Modestissima, ora pro nobis!

Adaptando decote de blusa: uma idéia

Ganhei esta blusa de uma querida amiga. A peça tem um artifício muito interessante para esconder o decote: ao invés de uma camiseta por dentro, há um ‘quadrado’ de pano, preso por uns botões. Isto ajuda no calor (evita-se de usar duas blusas), economiza pano na combinação, e também deixa o visual mais arrumado, já  que a “falsa blusa” fica presa direitinho.


Detalhes: o quadrado solto que servirá de “falsa blusa” e o tipo de botão usado para dar este efeito [pressão]:

Abotoando a blusa….

E o efeito quando a blusa vai fechando…

Eu, usando a blusa:

Maria Inês, Fernanda Severo e Eu!

Aproveitem a dica!

Salve Maria!

Meu Vestido de Noiva

Salve Maria!

Como muitos já devem saber, sou uma mulher casada! Para ler sobre o meu casamento, CLIQUE AQUI.

No meu outro blog, eu conto um pouco sobre este grande dia, bem como alguns detalhes do meu vestido de noiva, que reproduzo aqui:

“Aumentando as fotos é possível ver os detalhes do meu vestido de noiva. Eu escolhi este vestido modificando o modelo “Metis” de Valentino, que era na cor marfim. No final, a comparação mais evidente entre esse modelo e o meu é o padrão da renda, pois eu redesenhei-o em suas partes decisivas.  Pedi que a “saia” começasse 2 cm antes da cintura – para se adequar melhor ao meu tipo de corpo; e a verdade é que o modelo de Valentino, tal como foi feito (a saia começa abaixo do quadril), desenha muito o tronco da mulher, ficando sensual demais. Tive esses cuidados, pois desejava me enfeitar para o casamento, da maneira que melhor se adequasse a minha personalidade. Queria, sim, me enfeitar, mas não me fantasiar. Noiva não é fantasia, é adorno. É símbolo, como tudo que usamos. O original era feito com renda  ”strech”, daí imaginei que o ateliê seguiria esse padrão, de modo que fiz algumas ressalvas quanto às mangas –  exigi que fossem forradas e chegassem aos pulsos. Mas o resultado foi que as mangas ficaram muito apertadas e tiveram de ser completamente refeitas, já que a renda usada no meu vestido não tinha a elasticidade do modelo “Metis”.  Isto a menos de 3 semanas do casamento!  Também fiquei um pouco surpresa com o resultado final, pois imaginei que ficaria menos suntuoso. Na minha concepção, ele teria menos volume, e a renda não seria tão parecida. O resultado da renda ficou próximo ao modelo de Valentino porque cada detalhe da renda é colado num tule liso – isto é, este padrão de renda não é obtido de uma peça inteira, mas resultado de uma montagem.”

O padrão das rendas, que foram coladas uma a uma no tule liso:

Espero que gostem!

Fiquem com Deus!

Ps: abaixo o modelo de Valentino: